A Lenda de Zelda: O Sopro Selvagem – Capítulo 3

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Link refez o caminho de volta para o elevador. Enquanto o campo de força surgia, e ele era levado para cima, começou a se questionar. Como o velho saberia que havia algo ali? Por que o mandou ir até aquele lugar? Quem era aquele senhor?

Ficou se questionando até chegar à superfície. Mal saiu daquela estrutura, e o senhor apareceu novamente, planando com o paraglider.

—Ora, ora. Vejo que você conseguiu pegar o spirit orb. — o velho misterioso falou, antes que Link conseguisse dizer algo.

—E como você sabia que ali dentro teria algo para eu buscar? — perguntou, querendo acabar com todas as suas dúvidas logo.

— Alguém da minha idade tem muitos segredos. Bem, irei lhe contar o que eu sei. Essa estrutura é conhecida como “shrine”. Várias delas foram construídas por toda Hyrule, por uma tribo antiga conhecida como Sheikah. Creio que aqui tenham mais três, e quero que você vá em todos eles, assim, lhe darei o paraglider.

— E onde encontro esses outros? — perguntou Link, curioso.

— Bem, não sei ao certo, mas posso lhe dar uma dica. Antes de tudo, suba novamente na torre.

— Você quer que eu escale tudo? Acho que gastaria tempo demais, o quanto antes eu puder te ajudar, melhor…

— Não será necessário. Pegue seu sheikah slate e abra o mapa. — LInk fez isso. Em cima de onde ele estava, havia um ícone azul. — vê esses símbolos azuis? — o velho senhor apontou para os três símbolos azuis do mapa. — você pode viajar para esses lugares rapidamente graças à tecnologia Sheikah. Use isso para viajar pra cima da torre.

Seguindo as instruções do velho, escolheu o ícone azul, e selecionou “viajar” nas opções. De repente, sentiu seu corpo ser sugado por energia. Não conseguia ver nada, até distinguir formas distantes que indicavam que estava em cima da torre. Ao seu lado, o velho ria.

— Como chegou aqui tão rápido? — pergutou, sem conseguir pensar em outra coisa.

—Como eu disse, alguém da minha idade tem muitos segredos.

— Isso não é justificativa. — rebateu Link.

—Você tem razão. — então ele olhou para o castelo. — Mas há coisas que você não precisa saber ainda… — disse em certo tom de mistério. — Oh! Já ia me esquecendo do porquê você subiu aqui. Bem, no seu sheikah slate existe uma função em que você pode ver as coisas que estão longe mais de perto. É chamado de Scope. Nisto, você também pode colocar pins nos lugares que você achar interessante. Use isso para achar os outros três shrines.

Ficando em pé na beirada da torre, fez o que lhe foi ensinado, e conseguiu ver mais torres, além dos três shrines. Um estava em algumas ruínas, enquanto os outros dois estavam em cima de uma montanha.

—Aquele é o monte Hylia. — disse o senhor, quando viu link marcando o último shrine, no topo da montanha — É uma montanha que costuma ser muito fria. Uma dica que posso lhe dar é fazer alguma comida com pimenta… Algumas delas crescem atrás daquelas ruínas. — e apontou para a ruína em que Link tinha estado anteriormente. — Você já esteve ali, não é mesmo? Irei lhe contar uma história sobre aquele lugar.

“Há muito tempo, quando Hyrule não passava de terras desertas, aquele templo já estava ali. É conhecido como o templo do tempo, e teve uma função fundamental na lenda do herói do tempo. Era lá que a espada que bane o mal, a master sword, estava guardada, sendo ela a última chave para entrar no reino sagrado. Entre idas e vindas, o herói do tempo conseguiu derrotar Ganon, o rei do mal, e depositou a master sword no interior do templo, que ficou lá, aguardando seu próximo portador.”

—Herói do tempo? Que história é essa?

—Ah! Você não conhece? O herói do tempo! O sonho de cada criança Hylian…

“Há eras atrás, houve um garoto que vivia numa floresta com os kokiris, mesmo sendo um Hylian. A grande árvore deku o aceitou porque sabia que seu destino era grandioso, e assim ele fez. O herói do tempo salvou o mundo todo da ira de Ganondorf, o rei do mal, que desejava se apoderar da triforce, que permanecia dentro do reino sagrado. Mesmo conseguindo pegar ela, ele não tinha as qualidades necessárias para ter tanto poder. Com o auxílio dos sete sábios, o herói do tempo selou o mal. Essa é a lenda do herói do tempo.”

Aquela parecia ser uma história interessante, e Link sentia que já tinha ouvido ela de algum lugar, mas não conseguia lembrar de onde, ou do que aconteceu antes dele estar naquele lugar elevado. O que aconteceu antes dele acordar? Sua vida inteira parecia nunca ter acontecido. Quem ele foi antes?

—Bem, não irei te atrasar mais. Vá, e siga seu caminho.

—Mais uma pergunta, se não for incomodo, mas acho que já sei a resposta. — ele se virou para o velho parado — Como você sabe tantas coisas sobre o sheikah slate?

O homem virou os olhos com certa tristeza.

—Alguém que eu conheci há muito tempo atrás. É uma longa história. Irei lhe contar ela depois, garoto.

Link finalmente começou a descer novamente as plataformas da torre, enquanto olhava no mapa as localizações. Não havia como ficar perdido; decidiu ir para o shrine nas ruínas primeiro (que tinha o pin azul), e depois acharia uma maneira de subir na montanha. Já tinha umas duas pimentas em sua bolsa, então caso achasse mais algo para complementar o prato, como um peixe, ou alguma carne, faria algo para comer.

Seguiu caminho em direção às ruínas, e não encontrou nenhum bokoblin no trajeto. Quando chegou lá, porém, um daqueles robôs com tentáculos acordou. Metade de seu corpo estava no chão, e não tinha nenhum tentáculo à vista.

Seu único olho começou a brilha em azul, e um raio mirando Link como alvo começou a sair de lá. Correndo, conseguiu desviar do ataque furioso do robô. Ele começou a girar sua cabeça em todas as direções, em busca de seu alvo principal.

Olhando em volta, tentou pensar numa estratégia. Se um laser daquele o atingisse, Link provavelmente morreria na hora. Tentar “matar” o robô não seria uma boa opção, afinal, as armas que ele tinha não deveriam ser nem o suficiente para machucar aquela coisa.

Então, optou pela coisa mais louca que passou pela sua cabeça naquele momento, mas que poderia funcionar. Juntando fôlego, correu, enquanto era mirado pelo robô. Graças à um pulo certeiro, conseguiu desviar do raio. Escalou a parede da ruína rapidamente, e viu o shirne à sua frente. Suspirou aliviado. Ativou o shrine como tinha feito antes, e a porta se abriu. Pegou o Sheikah slate no pedestal, e foi em direção ao elevador, ativando o campo de força. A descida foi consideravelmente rápida.

Os dois shrines não ficavam muito longe uns dos outros, mas mesmo assim, não deveria ter nenhuma ligação entre um ao outro no subterrâneo, o que apenas deixava aquele local mais incrível e fantasioso. O que lhe espera nas profundezas da terra?

O campo de força sumiu. Link chegou ao subsolo.

“Para você que se aventura nesse shrine… Eu sou Ja Baji. Em nome da Deusa Hylia, eu ofereço esse shrine.”

Ouviu novamente uma voz falar. Provavelmente todos os shrines devem ter sidos criados por monges diferentes.

Uma grande parede de pedra maciça estava na sua frente. Não haviam meios de quebra-la com seus equipamentos atuais, mas havia um pedestal para colocar seu sheikah slate ali. A gota azul caiu, revelando uma nova habilidade. Eram duas bombas, uma redonda e outra quadrada.

Ao usar aquilo, uma bomba surgiu em cima do Sheikah slate. A jogou na parede de pedra, e apertou um botão, a fazendo explodir.

Seguindo a lógica do outro shrine, Link concluiu que todos os desafios deste seriam relacionados às bombas.

Seguiu a rampa, até chegar numa bifurcação, indo para a esquerda. Lá, encontrou mais uma parede de pedra maciça. Deixou uma bomba, se afastou um pouco, e explodiu-a. Atrás dela, tinha uma escada. Mas antes, link decidiu ver o que tinha do lado direito. Encontrou mais uma parede de pedra, explodindo-a, e achando um baú. Dentro dele, havia uma espada pesada e grande, que deveria ser melhor que as que estava usando até agora.

Ao voltar para a escada, subindo ela, encontrou um vão, com uma plataforma planando do local onde ele estava, até uma parede de pedra. Deixou uma bomba na plataforma, esperou ela chegar do outro lado, e explodiu-a.

Ao atravessar, então, por fim, chegou numa área em que vários mecanismos podiam ser vistos. Aparentemente, eles rebatiam uma coisa para um lado e para o outro, caso houvesse um segundo, e Link viu uma bola sendo jogada assim. No final do caminho, viu então o monge que o esperava. Mas, para chegar lá, seria necessário explodir blocos de pedra. Um mecanismo poderia jogar a bomba lá.

Pensando que a bomba redonda poderia sair rolando, Link pegou uma bomba quadrada com o sheikah slate, colocou em cima do mecanismo, que, quando foi ativado, jogou a bomba até os blocos de pedra. Nesse exato momento, Link a explodiu, fazendo pequenos fragmentos dos blocos saírem para todos os lados. Subiu no mecanismo para poder ir para o outro lado, e na mesma hora viu que havia uma escada ali.

Andou até o monge, tocando no olho azul. O campo de força se desfez como da última vez, e ele repetiu as falas do anterior. Pegou o Spirit orb, e refez o caminho.

Voltou para a superfície, feliz por já estar na metade do seu caminho para poder sair de lá. Mas algumas coisas o intrigavam ainda. O Sheikah slate. Os shrines. As torres. A voz misteriosa. Até mesmo a tribo sheikah. Não tinha ouvido falar de nada disso até pouco tempo, mas como essas coisas lhe pareciam tão familiares?

Link precisava de respostas. E algo o dizia que ele não iria encontrar estas no great plateau.

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