Análise – DOOM para Nintendo Switch

O inferno tomou conta do Nintendo Switch!

6

Sabemos o quanto a franquia Doom foi importante dentro das plataformas Nintendo, principalmente no Super Nintendo, que na época, mostrou como um console de 16 bits podia ser poderoso. Na sequência tivemos o Nintendo 64 e seus incríveis gráficos em 3D, e o Game Boy Advance que nos impressionou muito por seu conceito de portabilidade.

Agora, 20 anos depois, um dos gigantes dos FPS está de volta à Nintendo. SIM, Doom voltou! O game que foi lançado para PS4 e Xbox One em 2016 retorna no Nintendo Switch, oferecendo todos os recursos das outras plataformas e indo além, apresentando o excelente recurso da portabilidade. Mas será que realmente o game merece ter toda sua atenção?

O mesmo Doom, na sua melhor forma

Se você estava preocupado com a versão Switch, fique tranquilo. Aqui temos todo o conteúdo e níveis da versão original, com exceção do SnapMap (recurso que possibilita a criação de mapas). Porém, todos os tipos de inimigos, assim como armas e mecânicas estão presentes. Temos DOOM na sua essência completa, para você desfrutar da melhor maneira!

A história é simples, mas o suficiente para conduzir você em toda a jogatina. Chamado por muitos fãs como Doomguy, o anônimo protagonista da série e fuzileiro espacial que trabalha para o UAC, acorda em um altar no meio do caótico evento que soltou o inferno na base da UAC (Union Aerospace Corportation) em Marte. Agora sua missão é entender o que aconteceu neste lugar e conseguir (tentar) sair de lá.

Também é interessante analisar como a id Software teve um cuidado para não danificar a história original da série, assim como quis expandi-la com certos elementos que potencializam o game. A trama envolvendo dois personagens, acabam construindo todo o conflito de Doom. Temos de um lado a doutora Olivia Pierce, cientista responsável por soltar o inferno sobre a base, do outro lado o comandante Hayden, responsável pelas instalações e que nos orientará de todos os acontecimentos. Algo que nos incomodou foi que diferente da versão para os outros consoles, Doom no Switch não conta com legendas em Português, sabemos da ausência da Nintendo no Brasil, mas esperamos que em próximas atualizações o idioma possa ser incluído.  

Nostalgia e muita exploração!

Caso seja um verdadeiro apaixonado pela franquia, você terá um prato cheio. Aqui temos todos os tipos de referências: são segredos espalhados pelos cenários, monstros que foram totalmente remodelados das versões clássicas do game, além de fases originais. 

Vale citar o belo trabalho com a trilha sonora, os iniciantes em Doom ficarão encantados, já os fãs da série se sentirão em casa, é pura nostalgia. Os níveis de exploração contam com um sistema de chaves separadas em cores e caveiras, o que nos fará vasculhar cada canto do mapa para encontrá-los.

Jogabilidade – Triunfo de game

É inegável. A jogabilidade é o ponto mais forte na versão original lançada em 2016, e continua sendo o principal fator na versão do Switch. Ficamos um pouco ansiosos para testá-lo, principalmente quando o fator era sobre jogar com os joy-cons, para nossa surpresa, foi algo super agradável.

Diferente de Splatoon 2, onde o analógico incomodava com o seu tempo de resposta na movimentação, em Doom tudo foi acertado. Inclusive, jogar no modo portátil é algo surpreendentemente confortável, aqui na redação foi o modo mais utilizado, passamos horas nesse modo. Ficamos tão envolvidos que só acabamos por nos preocupar novamente quando era o momento de carregar o aparelho.

Multiplayer estável

Sabemos que a estrutura baseada nos componentes online foi concebido por outro estúdio, o Certain Affinity, em parceria com a Id Software, portanto, ele não traz o nível de detalhes do modo campanha, e alguns tipos de otimização. Porém tudo flui de maneira adequada para o jogador, vale citar que o sistema online da Nintendo está rodando muito bem com esse game.

Ao total temos seis modos e duas opções personalizadas, incluindo Team Deathmath e Domination. Antes de entrar em batalha, é possível alterar o traje do seu personagem e as combinações de equipamentos. Conforme vamos subindo de nível, são atribuídos pontos de experiência o que nos permite desbloquear vários itens e acessórios para o personagem. Também podemos nos transformar em cinco tipos de demônios clássicos da série ao coletar itens pelo mapa. Com diferentes modos de jogo, o multiplayer diverte e muito, proporcionando muitas horas de jogatina e partidas rápidas.

Gráfico do Demônio!

Durante toda a análise foi preciso ponderar o fato que não temos o poder bruto do PS4 e Xbox One presente no Switch, e ao avaliar esta versão, foi preciso estabelecer algumas premissas e não ficar totalmente focado em comparações gráficas diretas, o que para nós não faria sentido. Já que essa versão é uma build construída de forma exclusiva para o Nintendo Switch.

Podemos antecipar que o trabalho da equipe de desenvolvimento foi excelente. Sabemos que um port para o Switch não deve ter sido tão fácil, principalmente se tratando de um FPS como DOOM. Sem surpresas, temos uma qualidade de imagem menor que a encontrada nas versões dos consoles da Sony e Microsoft, mas que não tira a grandeza de DOOM no Switch, mais um ponto para os desenvolvedores que puderam tirar todo o proveito das capacidades do console da Nintendo.

Temos um excelente trabalho de otimização nas sombras e iluminação, sem contar que o game utiliza uma técnica de resolução adaptável de objetos e texturas que pode aumentar ou diminuir as texturas de acordo com sua necessidade. Essas técnicas que associada a uma taxa de 30 quadros estável oferece um game divertido ainda sim muito bonito para a estrutura do Nintendo Switch.

Isso roda no Portátil?

Em quase todas as nossas análises no Switch, oferecemos uma atenção especial para a portabilidade, e neste caso não será diferente. Definitivamente, Doom é graficamente bonito no Nintendo Switch, tanto em modo dock quanto portátil. A performance em ambos (dock e portátil) são parecidas, mas no modo dock o jogo se sai melhor.

As técnicas de resolução adaptável, faz com que olhemos para a tela do nosso Switch e nos questionarmos, “como é possível um aparelho tão pequeno e portátil conseguir rodar gráficos tão complexo?”. Mas sim, aqui temos a tecnologia e a otimização trabalhando ao nosso favor e oferecendo uma experiência de encher os olhos.

87%
Destruidor!

Veredito

Doom chega no Nintendo Switch de forma surpresa e realmente já encanta. Temos um modo campanha completo, sem variações ou customizações e mantendo a experiência original do game. Apesar da ausência do SnapMap e o multiplayer conter certos deslizes, ele agradará aqueles que procuram uma jogatina online rápida. Com uma versão adaptada e bem trabalhada, os donos de Switch poderão desfrutar de algo visualmente avançado jogando de qualquer lugar. Se você gosta do gênero, não pense duas vezes.

  • Nota
você pode gostar também