Análise – Dragon Ball Xenoverse 2 para Nintendo Switch

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Dragon Ball Xenoverse 2 finalmente chega ao Nintendo Switch. A sequência do jogo de luta, criada a partir do universo de Akira Toriyama, chega ao console da Nintendo já no seu primeiro ano de vida, motivo de alegria para os fãs da franquia. O sucesso do jogo já partiu do seu lançamento, onde em diversas regiões do Japão os estoques de mídia física, acabaram em horas. Certamente, essa possibilidade que o Switch nos proporciona em realizar nossas batalhas em qualquer lugar, pode ser a chave de sucesso. Mas será que esse port realmente funciona no Switch? Falaremos do game e também dos detalhes exclusivos presentes na versão para o Nintendo Switch. Vamos lá.

A história do game

Tudo se inicia após os acontecimentos do primeiro jogo, que inclusive pode ser jogado na versão Switch de Xenoverse 2. Um presentão que você recebe com exclusividade no Nintendo Switch. A cidade que antes era chamada de Toki Toki foi expandida e agora é conhecida como Conton City, o novo local de operações dos Patrulheiros do Tempo. Você foi convocado como um promissor herói e deverá ser um novo Patrulheiro do Tempo. Seu trabalho será viajar ao passado, onde alterações foram feitas na história original do anime, e você deverá ajudar a corrigir esses possíveis erros.

Conforme você completar essas missões principais, diversas atividades paralelas serão desbloqueadas, assim como novos itens em lojas. Na sequência de Xenoverse ainda se mantiveram os mestres, onde você poderá solicitar o treinamento junto deles para aprender técnicas específicas. Temos uma função muito interessante, a qual não era possível na primeira edição: a habilidade de voar livremente por Conton City, desta forma é possível conhecer diversas novas áreas. A duração da campanha principal gira em torno de 20 horas, e algo em torno de 25 horas para finalizar com as missões secundárias.

Customização de Personagens

Se na primeira versão já podíamos gastar tempo na área de customização, em Xenoverse 2, pode ter certeza, que esse tempo será ainda maior. Temos novas variações de cabelo, roupas, itens, equipamentos e técnicas. O que torna a parte competitiva do game muito mais interessante também.

Missões principais te oferecem itens, mas é nas secundárias que te entregarão a maior parte das recompensas mais interessantes do game, por isso vale a pena tentar realizar todas as tarefas o máximo possível.

Ainda falando de personagem, uma mudança significativa e de grande importância são as novas transformações, elas possuem certa exclusividades em determinadas raças. Agora, a raça de Freeza pode ficar dourada, assim como os Namekuseijins ficam gigantes, por exemplo. Outras já existentes sofreram certas alterações, como os próprios Super Saiyajins, os quais não possuem o famoso limite de tempo, mas agora também não concedem o antigo Ki infinito.

Versão Switch e suas características

Algo relatado nas antigas versões foram bugs em NPCs e nas batalhas. Durante vários dias de teste, nós da equipe da Mundo Nintendo, não conseguimos encontrar nada relevante. O que nota-se que nessa versão o game já veio com possivelmente mais pacotes de atualização, sendo extremamente positivo para o usuário final do Switch.

Jogabilidade

Precisão

A precisão dos controles aparenta nítida melhoria na versão de Switch, o que pode estar relacionado aos updates. Durante o modo online não sentimos a luta travada por questões de delay ao apertar os botões, nem mesmo ao se conectar no sistema online, tudo flui muito bem.

Em alguns momentos, sentimos a necessidade de usar o Pro Controller, justamente pelo jogo ser do genêro luta e o game conter um gameplay frenético no uso de botão. Não entendam mal, os joy-cons dão conta, mas sentar a porrada nos pequenos controles dá uma dor no coração. 🙁 Para efeitos de comparação utilizamos a foto do site imore, para tentar esclarecer essa questão.

Jogar com o Sensor? Funciona mesmo?

Para quem não sabe, o Nintendo Switch recebeu uma feature super interessante que tem como objetivo utilizar os especiais dos personagens aplicando o real movimento. É notável o esforço da Bandai em trazer isso, pois todos os personagens que testamos tínhamos essa funcionalidade e isso é realmente incrível!

Na prática, podemos por exemplo, realizar um Kamehameha com Goku, soltar um Big Bang Attack com o Super Vegeta, aplicar um Makankosappo com Picollo ou até mesmo nos transformamos em Super Sayadin utilizando os movimentos.

Genki Dama? Levante as mãos para o céu e você se sentirá no desenho. É legal? É muito legal, mas sejamos sinceros. Na prática não é algo que acabamos por usar diariamente, o que pode cair no esquecimento e sendo usado só naquele encontro com os amigos e família.

Além disso, convidar aquele seu irmão ou primo mais novo, que ainda não sabe aplicar o super especial em sequências complicadas, pode ser legal. Ele terá facilidade de jogar com você já que poderá fazer o movimento real. Se pensarmos dessa forma, temos aqui acessibilidade, a Bandai pensou nisso.

Multiplayer

Em modo co-op local, é possível cada jogador utilizar 1 joy-con e jogar em modo 1 vs 1. Neste modelo, não achamos totalmente confortável se tratando de um jogo de luta, mas é um quebra-galho interessante para jogar com um amigo. Falando sobre multiplayer, é importante citar as novas Missões Especializadas, anomalias que acontecem no espaço tempo.

Nessas missões, é possível colocar até seis participantes, que podem ser NPCs ou jogadores online. Ainda sobre a jogatina online, um elogio que precisamos deixar é: os sistema de partidas online na versão Nintendo está muito bom, sem oscilações.
Multiplayer local: Muitos que estão chegando no game, e não jogaram a primeira versão, estranham o modelo sem menu e com as opções diretamente dentro da cidade. Mas para jogar com seus amigos de forma local, você precisará passar pela primeira missão como Patrulheiro. Depois disso, Trunks irá dizer que vários recursos da cidade foram abertos para que você use. Isso inclui a loja para os desafios locais. Procure pelos robôs que tenham escrito Offline Battles.

Gráficos

Tecnicamente falando, sabemos que o Switch funciona em 900p no modo TV (dock) e 720p no modo portátil. Durante os nossos testes, percebemos que no meio de batalhas 1 x 1, como é o caso das arenas, temos o gameplay se mantendo na casa dos 60 fps.

Quando a quantidade de jogadores aumenta em tela, o game reduz para 30 fps. Sinceramente, não tivemos problema com essa redução na prática, porém vale destacar que alguns momentos em modo portátil, apenas em áreas muito abertas, o jogo sofreu com algumas oscilações mínimas (mas elas estão presentes).

Além disso, para nos certificarmos, testamos a mesma fase em dock e isso não ocorreu.
Vale destacar que o jogo está realmente bonito no Switch, não devendo nada para as versões de PS4 e Xbox One, garantindo ainda sim um excelente gameplay. Ainda temos a jogatina portátil, que muitos poderão se perguntar como algo tão pequeno consegue rodar algo tão frenético, cheio de efeitos e explosões.

Dragon Ball Xenoverse 2 chega em um momento excelente no Switch, com modo campanha relativamente longo, jogabilidade acertada e um sistema online funcionando bem. O game seria perfeito se suas taxa de frames pudessem ser maiores, não incomodando os jogadores mais competitivos. Se você gosta de Dragon Ball e possui o Switch, não deixaria de fora esse game da sua biblioteca.

80%
Chegou bem!

Dragon Ball Xenoverse 2 chega em um momento excelente no Switch. Com modo campanha relativamente longo, jogabilidade acertada, batalhas frenéticas junto de um sistema online que funciona, o game garante uma boa experiência de gameplay. O game seria perfeito se suas taxa de frames pudessem ser maiores, não incomodando os jogadores mais competitivos. Se você gosta de Dragon Ball e possui o Switch, não deixaria de fora esse game da sua biblioteca.

  • Nota
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