Análise – Soulblight Nintendo Switch

Um jogo inspirado na série Souls com perspectiva isométrica

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Soulblight começou como um simples projeto no Kickstarter pelo estúdio indie polonês My Next Games, chegando primeiramente na Steam, a equipe acabou por alcançar o Nintendo Switch também. Sabemos que muitos jogos trabalham com o tema de luz versus a escuridão e geralmente o herói vence o lado negro, de forma que prova que um lado sempre está mais correto que o outro. Entretanto, este game procura entregar uma história que oculta as linhas entre o bem e o mal. Será que ele consegue entregar isso de forma plena? Confira a nossa análise

Com uma pegada de sobrevivência e estilo que lembra jogos da série Souls, em Soulblight o jogador precisa criar suas próprias estratégias para atingir seus objetivos. Na história depois da vida e a morte lutarem entre si, os mesmos se deparam com uma guerra inutil, havendo um pacto pelo reconhecimento de sua necessidade de existencia mútua e foi por esse objetivo surge a Árvore da Alma, e nela, tudo o que existe segue. Após anos sendo protegida pela humanidade, a Árvore da Alma desenvolveu uma praga que iria contaminaria a terra e agora cabe a você encontrar seu caminho para a fortaleza, alcançar a Árvore e purifica-lá. A história apenas de parecer clichê é bem contada.

Em Soulblight, existem quatro tipos de atributos e quatro categorias que afetarão seu jogo de forma direta. As estatísticas são baseadas em: ataque, defesa, mobilidade e Sinergia. Enquanto o ataque e defesa têm dois números associados a eles: um para uma distância à distância, outro para perto e alcance, a mobilidade determina quanta resistência uma ação custará e o quanto de sinergia terá entre o dano e resistência. Além disso temos cenários que são criados de forma aleatoria, o processo conhecido e famosos em Metroidvanias.

Utilize poderes mas sofra consequências

Um ponto interessante são os Taints, que ajudarão em sua jornada. Eles são basicamente um oferecendo de poder imediato mas que no final podem ter custam caro. Todo recebimento de poder imediato tem um preço; e cabe ao jogador entender o quanto está disposto a pagar. Isso enriquece o sistema de sobrevivência do game, já que alguns, por exemplo, poderão oferecer um adicional de sinergia, e suas feridas afetarão em uma taxa maior.

Apesar de não ser obrigatoriamente necessário utilizar os Taints, fica óbvio que o jogo se torna até mais dificil. De qualquer forma, o game deixa óbvio suas inspirações em jogos como DarkSouls ou Demon’s Souls, então uma coisa é certa: você vai morrer … muito. Isso é bom? Talvez. Mas isso é um fator que pode fazer com que o jogador acabe por cair nas graças dos santos e utilize certos poderes imediatos. (a algum custo)

A proposta do game é interessante é na fórmula de combate que Soulblight pisa na bola (mesmo!) O jogador precisa entender muito bem o game e a movimentação dos inimigos, pois o sistema de punição é alto. O que pode fazer muitos jogadores desistirem muito logo. Algo aplicado no game que acaba por ser interessante é o sistema de “agarramento” que aprimora o sistema de combate corpo a corpo, o que torna mais eficiente matar inimigos, evitando o combate direto. Mas infelizmente é apenas isso. Com base nisso o jogo oferece uma perceptiva de game isométrica, o que não é ruim, mas que temos a impressão que limita os formatos de combate que o game quer oferecer, não havendo um formato maior de progressão e não tornando-o tão desafiador, ao ponto do jogador querer voltar a jogá-lo.

65%
Mediano

O game é mais um título inspirado nos games de combate das séries Souls. Com um enredo interessante, e um sistema de aprimoramentos do jogador muito bem elaborados o game acaba por não se tornar tão interessante justamente no maior ponto principal que é o combate. Sendo recomendado apenas pelos fãs do gênero.

  • Nota
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