Análise – Wolfenstein II: The New Colossus (Switch)

O game surpreende e traz um dos FPS mais incríveis do Nintendo Switch

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Depois de uma entrada excelente com Doom ao Switch, surpreendendo a muitos, inclusive a nossa própria equipe. O estúdio Panic Button, responsável pela portabilidade do jogo para o console da Nintendo, junto da Bethesda confirmaram ainda mais o grande talento que a equipe tem divulgando ao Nintendo Switch o novo jogo Wolfenstein II: The New Colossus. Considerado, por muitos uma missão bem difícil, o game finalmente chegou ao console da Nintendo. Mas será que ele realmente nos entrega uma experiência digna? Confira abaixo nossa análise completa.

Nazistas no comando

Caso você não esteja habituado ao conceito de Wolfenstein, vamos te ajudar. Basicamente, o contexto do game é nos apresentar uma realidade paralela, com uma evolução tecnológica muito mais elevada do que nos tempos atuais, com enormes avanços médicos e militares nos questionando como seria a vida se os nazistas tivessem dominado o mundo.

O jogo tem como base territorial os Estados Unidos e durante a sua aventura, você passará por lugares como, Nova Orleans, Texas, Novo México e até Nova Iorque.

Quando iniciamos Wolfenstein 2: The New Colossus, temos uma excelente recapitulação de muitos eventos primordiais que aconteceram no anterior de Wolfenstein: The New Order, game o qual trazia a história densa localizada no início dos anos 60, apresentando todo o regime Nazista. Por isso, não há motivo para preocupação, apesar de estar jogando a sequência, não há necessidade que você jogue o primeiro para descobrir toda a história. O segundo título já te ajuda a entender todo esse universo de forma rápida nos primeiros minutos e fazer com que o jogador realize o seu progresso inicial sem ficar perdido. Vale lembrar que a versão do Switch não tem legendas em PT-BR.

O demônio Frau Irene Engel

Entretanto, nos primeiros momentos de gameplay você já vai entender quem será o vilão da história, ou melhor a vilã: Frau Irene Engel. Se no game anterior ela realizou um papel de co-antagonista, em Wolfenstein 2: The New Colossus ela é a protagonista absoluta. E meus amigos…que vilã! É muito difícil encontramos personagens femininas tão bem construídas psicologicamente, já que hoje sempre trabalhamos com certos tipos de esteriótipos.

Temos aqui uma general nazista, que com toda certeza, não tem valor nenhuma pela vida de ninguém. Pode ter certeza, que você vai odiá-la em pouco tempo de jogo, e vai abraçar a causa do nosso protagonista.

Uma história muito bem construída

Muita coisa acontece já no seu início e, prepare-se, não queremos dar nenhum spoiler mas Wolfenstein 2: The New Colossus pode mexer com o psicológico nos seus primeiros minutos. Durante o game, assumimos o papel de William Blazkowicz, um membro da resistência, que já passou poucas e boas e tem como principal objetivo salvar o mundo do império nazista e conseguir retirar Frau Irene Engel do comando. 

Cada um tem o seu papel – O que nos chamou atenção é que, apesar do jogo apresentar um ritmo frenético de tiros, sangue e muita morte, existe uma base de grande importância focada em cada protagonista. A história é muito bem “amarrada” e durante o jogo, o game vai nos apresentado detalhes minuciosos de cada personagem, tanto da sua vida privada quanto principalmente o papel de cada um e seu real significado na história, bem como suas relações. Ou seja, ninguém está ali por acaso, ninguém é figurante. Isso é incrível.

Gameplay frenético com muito sangue!

Wolfenstein 2: The New Colossus possui ritmo de jogo acelerado. Se você gosta de chegar dando tiro sem esperar muito, este jogo é para você. Existem muitas formas de matar. Obviamente é necessário rever qual o nível de dificuldade você está jogando, e nisso o game te oferece muitas variáveis, oferecendo até 7 níveis de dificuldade, uma delas sendo possível apenas com desbloqueio.

O jogo, assim como muitos do estúdio da Bethesda são fortes, e retratam os problemas como eles são. Logo, o game não deixa de mostrar cenas brutais ou até mesmo uma morte na sua frente caso seja necessário. Na prática isso é importante para fazer com que o jogador entre no universo e entenda o sofrimento dos personagens.

Durante o gameplay, temos possibilidade jogar com metralhadoras, sub-metralhadoras, pistolas ou até então derreter nazistas com canhões a laser, bem como também nos proteger utilizando além da nossa vida uma barra extra de proteção (tipo de armadura/escudo).

Nazistas nem sempre espertos

Um dos questionáveis pontos no game é a IA (inteligencia artificial) dos inimigos. Nos níveis mais baixos eles apresentam variações estranhas de comportamento, principalmente de posicionamento. (até chega ser engraçado ver um nazista se batendo para achar a porta)

Entretanto, percebemos isso muda radicalmente em níveis mais altos. Por isso, fique atento sempre a formas de descobrir atalhos, e melhores pontos para se esconder. E sempre foque nos tiros na cabeça para economizar bala.

Por causa deste fator, o game oferece uma “evolução” de domínio de armas e luta. De acordo com o seu avanço, você poderá desbloquear certas habilidades que aprimorarão o estilo de luta de Billy. Aprimoramento o qual, poderá incrementar tanto o seu alcance quando sua variedade de como matar os nazistas.

Sempre existem pontos para melhorar

É claro que nenhum jogo é perfeito e no caso de Wolfenstein II, não é diferente. Em certos momentos, sentimos alguns estranhamentos com o design de níveis. Sabe aquela sensação de já ter visitado o lugar? Na verdade é a reutilização do mesmo level para outra área diferente do jogo, oferecendo uma sensação de já ter passado naquele lugar. Talvez, pelo fato de haver muitas regiões fechadas isso possa acontecer, mas a sensação permanece.

Outro ponto questionável e, talvez não pensado, foi quando utilizado em modo portátil temos uma dificuldade absurda de ler as legendas. Sabendo do tamanho do Switch, e temos a possibilidade de jogar em modo portátil, as mesmas ficam bem complicadas de serem lidas. Fomos até as configurações acreditando que haverá a opção para o aumento, mas não existem. Uma pena. Isso pode ser ajustado com uma atualização futura.

Bela experiência no Switch

Eu sei, muitos pularam diretamente para esse parágrafo para saber como está a experiência no console da Nintendo, eu entendo. Vamos lá! Com o lançamento de Doom, a Bethesda mostrou que de fato o Switch pode sim encarar jogos como esse, e convenceu não apenas nós que testamos, como todos os jogadores que puderam encostar na plataforma e testar de alguma modo. Abrindo caminho para outras produtoras se desafiarem e testarem o seu talento também. Com Wolfenstein 2, não foi diferente. O porte, o qual ficou na responsabilidade da Panic Button, ficou muito, mas muito bom.

Wolfenstein II: The New Colossus no Switch é uma bela experiência, entretanto sabemos que para a Panic Button conseguir rodar esse jogo no console da Nintendo, algumas premissas tiveram que ser adotadas, mas que consegue garantir uma experiência de jogo próxima ao que podemos ter nas plataformas PS4 e Xbox One.

Detalhamento Gráfico

Dentro do game temos ambientes variados, alguns mais abertos e outros mais fechados. Percebemos que as partículas, tanto relacionado a efeitos de iluminação quanto texturas, de fato, sofrem uma pequena redução na qualidade se comparados a outras plataformas, mas não tira a experiência do jogo já que houve um cuidado absurdo para aplicar uma redução em pontos que não afeta a nossa jogabilidade e acabamos por não sentir isso na prática. Obviamente aqui é uma análise então, estamos sempre atentos aos detalhes.

Nintendo Switch vs Playstation 4 Pro
Nintendo Switch vs Xbox One

Tecnica de Resolução dinâmica presente – no modo portátil o game roda a 720p a 30 FPS, já no modo de TV o jogo vai para 1080p em 60 FPS, entretanto, assim como aplicado em Doom, temos o famoso conceito da resolução dinâmica, trabalhando texturas de fundo e texturas frontais de forma diferentes e alternando isso, de acordo com a necessidade. Técnica a qual é inteligentíssima e somente graças a ela é que podemos ter um jogo desses em modo portátil, por exemplo.

Também em ambientes mais abertos ou mais profundos, onde o hardware precisa processar mais itens em tela, o game ativa uma espécie de “fumaça” na tela. Muitos podem achar que é do ambiente, sendo proposital do jogo. Mas isso na prática, isso é utilizado pelo estúdio para que não tenhamos queda de frame rate e o jogador possa não sentir essa dificuldade do console reproduzir muitos itens em tela. Com uma engine ainda mais aprimorada do que visto em Doom, as quedas de FPS são quase inexistentes no modo portátil, depois de várias horas de gameplay, tivemos apenas uma ou duas quedas de FPS perceptíveis no modo TV.

Mas não se deixe enganar, apesar disso, o game surpreende de forma muito positiva nos efeitos gráficos, assim como técnicas de reflexos dinâmicos, obtendo oclusão ambiental e iluminação avançada que, por muitas vezes, nos questiona como isso pode rodar em modo portátil (é incrível).

Detalhamento Sonoro

Na parte sonora temos uma trilha de deixar qualquer um tenso do início ao fim. Barulhos de tiro e ambiente são bem construídos e servem também para detectar se estamos em um momento de perigo ou não. Durante nossos testes, apesar de estarmos usando um fone no Switch, o qual é bem alto, certos momentos achamos o jogo baixo. Mas nada que afetou nossa experiência.

Um ponto interessante é a possibilidade de alternativas para aprimorarmos de tipo de som, nos momentos que estamos utilizando o jogo na TV ou fone, tais como modo Hi-Fi e Cinema.

Sensor de Movimento presente!

São nos detalhes que ficamos ainda mais felizes. Principalmente pois o estúdio aproveitou possibilidades extras que o Nintendo Switch oferece: o sensor de movimento. Diferente de Doom que a função chegou por atualização posterior ao lançamento, em Wolfenstein II a temos a possibilidade de jogar deste novo modo no seu primeiro dia de lançamento!

Desta forma, o game te possibilita jogar utilizando o sensor do joy-con, podendo mirar e atirar nos inimigos. A sensibilidade já vem muito bem acertada, mas você pode ajustar ainda mais a sensibilidade nas configurações. É um extra muito bem-vindo!

Está na hora de comprar um Cartão SD! Vale lembrar que se você adquirir este jogo na versão física, terá que realizar um download extra de dados, praticamente 8.2GB. Já quem for realizar o download digital precisará excluir praticamente tudo do console para realizar o download, mas saiba ainda é possível sim sem cartão. Entretanto, como isso será muito mais comum no futuro, talvez seja o momento de parar de adiar a compra do seu MicroSD. A MundoNintendo pode te ajudar com este artigo aqui

90%
Incrível

Veredito

Podemos dizer com toda a certeza que Wolfenstein II The New Colossus superou todas as expectativas. Um jogo que traz gráficos incríveis, história muito bem construída e personagens cativantes associado a otimização da experiência de atributos que só o Switch pode proporcionar como o sensor de movimento. A Panic Button se mostra incrível nesse novo jogo, deixando claro que o console da Nintendo pode ser poderoso, adulto e suficientemente capaz de trazer qualquer outro título para a plataforma.

  • Nota

*Jogo foi enviado pela Bethesda Softworks para a análise.

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