Metroid Prime 4: o que esperar do novo jogo no Switch

Depois do anuncio na E3 do ano passado, nada foi citado sobre o game pela Nintendo

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Que a trilogia Prime de Metroid, produzido pela Retro Studios, é uma obra prima atemporal todos nós já sabemos, mas depois de Corruption ficamos naquela dúvida se de fato a série Prime seria finalizada ali. Até que quase 10 anos depois do lançamento do ultimo jogo da trilogia, no ano passado, a Nintendo nos surpreendeu com o anuncio de Metroid Prime 4.

Apesar de ser um anúncio de peso e que deixou milhares de fãs eufóricos, a apresentação do jogo se resumiu apenas a logo e nada mais, nem a nossa caçadora de recompensas deu as caras, deixando aquele gostinho de quero mais. O problema é que ficou só nisso, desde então não se tem detalhe nenhum dado pela Nintendo, nem mesmo o estúdio que está envolvido com o projeto foi citado, criando algumas especulações de quem estaria sendo o responsável pelo novo jogo de Samus.

Infelizmente a Retro não parece estar por trás de Metroid Prime 4, já que ela fez um trabalho maravilhoso nos três primeiros, era de se esperar que ela fosse a escolhida pela Big N para dar conta da nova aventura de Samus. Rumores começaram a circular (pra variar) na internet dizendo que a Bandai Namco estaria por trás do desenvolvimento de Prime 4, o que também seria uma ótima já que a Bandai foi responsável por alguns jogos de sucesso da Nintendo como Pokkén Tournament e Super Smash Bros. for 3DS e Wii U. A pergunta que fica é: será que a Bandai estaria apta a fazer um Metroid Prime a altura do que foi seus antecessores? É muita responsabilidade para a coitada, porém a Bandai é uma ótima desenvolvedora (apesar de ser um pouco merecenária). Nos resta então esperar e ver como vai ser.

Bom, com a E3 2018 chegando o hype está a todo vapor e tem muita gente ansiosa esperando por mais detalhes desse Metroid e eu confesso que também estou rs

Levando em consideração os últimos lançamentos inéditos da Nintendo como Super Mario Odyssey, The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Arms e Splatoon fica evidente que a gigante japonesa está saindo da zona de conforto de suas franquias, trazendo para o público uma reimaginação de suas séries, mantendo as suas essências sem abrir mão da inovação, o resultado são jogos de sucesso e que estão sendo muito bem avaliados pelo público e pela crítica especializada. Então, seguindo essa lógica, Metroid Prime 4 também será uma inovação, não só na série Prime, mas na série Metroid como um todo.

Metroid de mundo aberto

Costumo dizer que Metroid foi o percusor do primeiro conceito de mundo aberto, já que há uma liberdade de ir e voltar pelos cenários que são todos conectados, fora a quantidade absurda de segredos espalhados por cada cenário.

Agora imaginem isso elevado a um outro nível, a um nível “Breath of the Wild”? Onde Samus tem total liberdade no planeta onde será enviada pela Federação Galática. Seria perfeito, já que a quantidade de conteúdo para se explorar seria gigantesca, com inúmeros segredos para serem descobertos e side quests recompensadoras (já que estamos falando de uma caçadora de recompensas, né). Fora que o conceito de mundo aberto encaixaria perfeitamente na fórmula de Metroid, com vários Bosses espalhados guardando os famosos equipamentos da armadura de Samus.

Ambientação pesada

Metroid sempre foi sinônimo de ambientação densa, fortalecida pelas trilhas sonoras de arrepiar, então nada mais justo do que manter essa linha no próximo jogo da série Prime e não fazer como foi Federation Force de 3DS.

A Nintendo fez um ótimo trabalho com o remake de Metroid II no 3DS, Samus Returns, conseguindo deixar intacta a ambientação do jogo original e com gráficos excelentes. Se eles conseguiram manter o clima nesse jogo, então já é de se esperar que Prime 4 siga a mesma linha, se não mais pesado (vou torcer para que sim).

Novos equipamentos

Morph Ball, Ice Beam, Wave Beam e Bombs, por exemplo, são mais que obrigatórios estarem no novo jogo, já que desde sempre estiveram presentes, mas seria ótimo vermos novos equipamentos para nossa caçadora de recompensas. Também seria legal rever alguns equipamentos que estiveram presentes em algum jogo da série, mas que não foi utilizado posteriormente, como a Spider Ball de Metroid II.

Uma história incrível

Metroid, apesar de não possuir uma narrativa direta, detém de um universo muito rico com uma lore excepcional. A conexão que existe em cada game da série foi construída de uma forma muito inteligente (tirando Federation Force por motivos óbvios) e mesmo a série Prime sendo uma história a parte dos jogos D2 ainda sim tem um plot muito bem pensado, se não melhor do que o resto da série, pois não é a toa que a trilogia Prime é considerada por muitos como os melhores Metroids já lançados (apesar de particularmente achar a história do 2 a mais fraquinha). Metroid Prime 4 tem a missão de entregar uma lore no nível de seus antecessores ou até melhor, pois o nome que carrega traz uma responsabilidade muito grande para quem está o desenvolvendo, isso fora a questão da jogabilidade, ação e etc.

Level Design e MUITA Exploração

Jogar Metroid é sinônimo de exploração. Definitivamente se você não gosta de explorar cenários e passa tudo direto, a sua experiência com Metroid ficará muito aquém do esperado e do que a série pode proporcionar. Rodar três a cinco vezes ou mais o mesmo cenário para achar um Energy Tank escondido faz parte da aventura de Samus, então nada mais do que obrigatório Prime 4 ter um level design de cair o queixo, com muitos segredos para serem descobertos, com muitos itens escondidos e desafios que só Metroid pode proporcionar.

Gráficos e Direção de Arte

Quem tem apreço pela Nintendo costuma não se importar para gráficos desde que o jogo divirta e tenha uma ótima jogabilidade, porém a série Prime sempre foi referência em gráficos para a época em que foi lançado no Game Cube e Wii, então seria muito bacana manter essa linha no próximo game utilizando de toda a capacidade gráfica do Switch junto à uma direção de arte que ajude na imersão.

Trilha Sonora

As músicas de Metroid sempre foi um diferencial, afinal de contas estamos falando de Nintendo, mas em Metroid, diferente de Mario ou Donkey Kong, as músicas sempre deram uma sensação estranha ao jogador – são calmas, mas ao mesmo tempo são misteriosas. Prime 4 também possui essa missão de entregar uma trilha impecável, pois quem é que não acha as músicas de Norfair ou Brinstar incríveis?

Bosses desafiantes e carismáticos

Quem é que não acha as lutas contra Kraid, Mother Brain, SA-X ou Draygon mega emocionantes e desafiadoras? Os chefes de Metroid não são pra ninguém botar defeito, são muito bem construídos, com muito carisma e alguns extremamente difíceis (Alô, Nightmare!), por isso espero que Prime 4 também entregue um jogo recheado de bosses incríveis, desafiadores e que nos deixem amedrontados.

Poder continuar explorando mesmo depois de zerar

Talvez esse seja o único ponto negativo que tenho de toda a série, já que é muito frustrante o jogo simplesmente terminar depois que o último boss é derrotado, afinal de contas estamos falando de um game que tem um foco enorme na exploração. Muitos jogos que seguem o gênero de “Metroidvania” possuem essa alternativa para assim o jogador poder completar 100% todos os desafios, mas Metroid ainda insiste em obrigar a começar do zero se caso o último chefe for derrotado. Prime 4 bem que poderia ter a opção de continuar explorando os cenários mesmo tendo terminado a campanha, dando uma maior liberdade e conteúdo de end-game.

Bônus: uma remasterização em HD dos três primeiros Metroid Prime

Acho que isso já é sonhar de mais, mas se não haver sonho não tem hype, não é mesmo? Tá que esse ponto não é necessariamente sobre Prime 4, mas seria muito interessante a Nintendo lançar essas remasterizações para o Switch, dando oportunidade aos jogadores que não tiveram contato com o Game Cube ou Wii poderem conhecer essa obra e introduzi-los para jogar o Prime 4. A Trilogia Prime foi lançada em um compilado intitulado de “Metroid Prime: Trilogy” para o Wii em 2009, relançado para o Wii U em 2015 e nele os controles do Prime 1 e 2, originalmente lançados para Game Cube, foram adaptados aos sensores de movimento do Wiimote, logo é possível também adaptar os controles aos Joy Cons ou o Pro Controller e trazer essa belezura pro Switch!

Bom não custa nada sonhar, né? Vai que acontece, não é?

E vocês, leitores? O que vocês esperam da nova aventura de Samus? Estão ansiosos para guiar nossa caçadora de recompensas nessa mais nova aventura? Comentem aí em baixo 🙂

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