Pokémon Aquamarine – Capítulo 1

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Embora a chuva caísse fortemente na cidade e todos os cidadãos descansassem em suas camas, a luz de uma pequena casa próxima ao ginásio de Celadon estava acesa. Naquele cômodo a ansiedade tomava conta da pequena Alice pois no dia seguinte o Professor Carvalho viria até a cidade instruir os novos treinadores Pokémon como também presenteá-los com seu Pokémon inicial.

Mesmo vivendo em Celadon, cidade natal dos Pokémons de tipo planta, Alice tinha uma paixão pelo tipo água e gelo, paixão essa que herdara de seu pai, Sandjin. Em seu quarto haviam vários bonecos e decorações de Pokémons aquáticos. Sua cama tinha formato de um Lapras com almofadas de Horsea, Seadra e Jynx; no teto uma luminária em forma de Red Gyarados iluminava o quarto; em sua parede um relógio de Starmie apontava as horas enquanto uma Staryu apontava os minutos. Na estante haviam várias miniaturas; um Goldeen com seu pequeno chifre enfrentava um Psyduck segurando a cabeça com expressão de dúvida, uma Squirtle e um Poliwag brincavam com um tentáculo de um Shiny Tentacruel enquanto um Shellder e um Cloyster mordiam outro tentáculo; Krabby, Omanyte, Vaporeon entre outros Pokémons enfeitavam a estante, porém, uma delas estava em evidência, um grande Blastoise de braços cruzados com seus canhões apontando para cima, com olhos amigáveis e um sorriso de lado. Aquele era o Pokémon preferido de Alice, seu coração ansiava em receber um Squirtle como Pokémon inicial para futuramente evoluí-lo. Ao lado da porta, um grande pôster se estendia pela parede do quarto com Misty, treinadora e líder do ginásio de Cerulean envolta em um redemoinho de água com Pokémons aquáticos ao seu redor, ela era o ídolo de Alice, seu maior sonho era conhecê-la e se tornar uma mestre de Pokémons aquáticos tão boa quanto Misty.

Som de passos se aproximaram de sua porta, rapidamente Alice desligou a luz do quarto, pulou em cima da cama abraçando seu Seadra e fingiu estar dormindo. Quando a maçaneta girou um homem semi calvo com um cavanhaque e bigode pontudo adentrou no quarto, aquele era Sandjin, pai de Alice. Em sua mão direita uma Pokébola azul com desenhos de concha e estrelas do mar se alinhava em seus dedos, ao jogá-la para cima, um feixe de luz vermelho iluminou o chão mostrando um Pokémon azul com uma aspiral na barriga, olhos sérios e um par de mãos grandes usando luvas brancas.

– Poliwrath. – disse Sandjin. – Ataque de cosquinhas!

WRATH! – bradou o Pokémon assentindo com a cabeça. Ao pular para cima da cama Poliwrath começou a fazer cócegas na menina que rapidamente se pôs a gargalhar enquanto o pai os observava com um sorriso no rosto.

– Certo, Poliwrath volte! – o feixe de luz vermelho atingiu a testa do Pokémon e no instante seguinte ele retornou para dentro da Pokébola. – Imaginei que você estaria acordada, quando tinha a sua idade não dormi a noite inteira, fiquei olhando pela janela esperando o Professor Carvalho chegar. – Sandjin empurrou as almofadas e sentou ao lado de Alice. – Já sabe qual Pokémon irá escolher? Algo me diz que será um Bulbasaur… ou talvez… um Charmander! Quem sabe um Rattata! – Disse em tom de implicância.

– Pai, é claro que quero uma Squirtle! Serei a melhor treinadora para que ela cresça e evolua rápido. – disse Alice com orgulho.

– Certamente, estou apenas brincando com você. Com todo esse amor e dedicação você será uma treinadora excelente. – Sandjin deu um beijo na testa da filha. – Falando em ser uma treinadora Pokémon, tenho um presente para você. Feche os olhos e entenda as mãos.

– Presente? Adoro presentes! – Com euforia, Alice rapidamente estava de olhos fechados e com as mãos bem abertas aguardando o carinhoso presente. – O que é pai?

– Tenha paciência, é algo que você irá utilizar em sua aventura. – Sandjin saiu do quarto e em instantes voltou com uma pequena caixa azul celeste posando-a nas mãos da filha. – Certo, pode abrir.

Ao abrir os olhos a futura treinadora Pokémon não perdeu tempo e se pôs a rasgar o papel de presente. Ao desembrulhar a caixa e se deparar com o conteúdo, uma pedra oval de cor preta com riscos brancos e azuis, Alice exclamou.

– Um Ovo Pokémon!

– Isso mesmo. – Respondeu Sandjin.

– Qual Pokémon irá nascer? Será que é de gelo? Ou será aquático? Ou talvez os dois juntos! – Alice não conseguia conter tanta felicidade. – Muito obrigada pai, adorei o presente. Em quanto tempo será que ele nasce?

– Nossa, quantas perguntas. Acho que vou deixar você descobrir isso sozinha. – Com um sorriso largo, Sandjin se despediu da filha enquanto ela continuava admirando o Ovo Pokémon. – Boa noite. Tente não dormir muito tarde!

Mesmo dizendo essas palavras, Sandjin conhecia sua filha e sabia que ela havia herdado as mesmas características curiosas dele. Alice não descansaria até achar o tipo de Pokémon que iria nascer, para ela a sua jornada Pokémon iniciara no momento que o pai lhe deu aquele ovo.

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